Bolsonaro e Ministério da Mulher pedem punição a médico acusado de estupro

Presidente chamou Giovanni Quintella Bezerra de “vagabundo” e desejou que ele “se exploda”

Segundo Bolsonaro,
Segundo Bolsonaro, “direitos humanos é para a vítima” | Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou, na noite desta 2ª feira (11.jul), sobre o caso em que o médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra é acusado de ter estuprado uma paciente que passava por uma cesárea no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em Vilar dos Teles, no município São João Meriti – na Baixada Fluminense. Bolsonaro chamou Bezerra de “vagabundo” e desejou que ele “se exploda”.

 A declaração foi publicada no Twitter. Ainda de acordo com Bolsonaro, “é extremamente lamentável que a nossa Constituição não permita sequer que o maldito estuprador que abusou de uma paciente grávida anestesiada no RJ apodreça para sempre na cadeia, sem nenhum tipo de privilégio. Direitos humanos é para a vítima”.

Mais cedo, nesta 2ª feira, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos também se pronunciou sobre o caso. A pasta prestou solidariedade à vítima e disse que Bezerra “aproveitou-se da vulnerabilidade da vítima – e da relação de confiança médico-paciente – para praticar um ato covarde e criminoso, em um momento especial para essa mulher, o parto do seu filho”.

O ministério disse esperar “punição exemplar” para o criminoso nos meios administrativo e judicial, “para que nunca mais exerça a profissão e seja condenado, nos termos da lei”. Além disso, informou que acompanhará o caso, se colocou à disposição da vítima e da família dela “para todo atendimento e apoio que precisem para superar o trauma e recuperarem-se da violência”, e parabenizou as enfermeiras e técnicas do hospital por terem denunciado o crime. “A agilidade permitiu a prisão em flagrante do anestesista, que agora será levado à Justiça”, pontua o comunicado.

A Diretoria da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) repudiou a conduta do médico e expressou perplexidade em relação ao ocorrido. “Esse tipo de comportamento deve ser punido com o mais absoluto rigor por parte das autoridades competentes e demais entidades médicas, as quais têm o dever de zelar pela boa prática da medicina”, acrescentou a entidade.

A SBA convocou uma reunião extraordinária da Diretoria, para esta 2ª feira (11.jul), “para deliberar sobre a imediata instauração de sindicância para apurar todos os fatos, observados os direitos do médico à ampla defesa e ao contraditório”. A decisão foi pautada no Código de Conduta Profissional da entidade. Ainda em seu posicionamento, a Sociedade Brasileira de Anestesiologia classificou atitudes como a de Bezerra como “absolutamente inaceitáveis”.

Por Guilherme Resck | SBT