Caso Geovana: MP denuncia pai pela morte da adolescente em Jacareí e pede arquivamento de acusação contra irmão

Adolescente de 13 anos foi encontrada enterrada dentro da casa da família em Jacareí (SP) após mais de 20 dias desaparecida. Pai foi preso e inicialmente irmão era considerado suspeito de ocultação do cadáver.

Geovana da Costa Martins dos Santos estava desaparecida desde o dia 20 de maio em Jacareí — Foto: Reprodução/ TV Vanguarda
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O Ministério Público denunciou o pai de Geovana da Costa Martins dos Santos pelo assassinato da adolescente e pediu o arquivamento da acusação contra o irmão, que chegou a ser preso por suspeita de participação no crime.

De acordo com a ação do MP, a filha foi morta pelo pai, Sidnei Martins dos Santos, por asfixia mecânica. Depois do assassinato, ele deixou o corpo dela na cama para evitar chamar a atenção da vizinhança com barulhos durante a noite e, no dia seguinte, enterrou o corpo no cômodo do filho.

A terra usada para encobrir a cova improvisada por ele foi deixada próximo da casa, o que levantou a suspeita nos investigadores da Polícia Civil. Ele, que já tinha uma condenação por tráfico de drogas e era ligado á uma organização criminosa que atua no Parque Meia Lua, confessou o crime e segue preso.

À Justiça, o MP ofereceu denúncia contra Sidnei por homicídio qualificado – por motivo fútil, com emprego de meio cruel, mediante recurso que dificulte ou torne impossível defesa da vítima e com violência doméstica contra mulher – e também por ocultação do cadáver.

Quando a filha sumiu, em maio, pai preso suspeito de enterrá-la em casa disse que ela 'levantou, tomou café e saiu' — Foto: Reprodução/ TV Vanguarda
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O MP optou por pedir o arquivamento da acusação contra o irmão de Geovana por não haver indícios de participação dele na ação.

A promotoria ressaltou que a Polícia Civil também solicitou a revogação da prisão temporária de Gabriel porque até o momento não há indício de participação no crime. O jovem, que foi preso no dia 10 de junho, foi solto um mês depois.

Em nota, os advogados Jorge Cespedes e Júlio Inácio, responsáveis pela defesa do jovem, informaram que sempre confiaram nas instituições e o posicionamento da promotoria, em arquivar completamente as acusações, foi ao encontro da confiança e expectativa.

O caso

Geovana da Costa Martins dos Santos, de 13 anos, estava desaparecida desde o dia 20 de maio. A polícia investigava o caso e familiares e amigos se mobilizaram nas buscas pela jovem.

A família chegou a dar entrevista sobre o caso. Na entrevista, o pai conta que estava com ela em casa, quando a adolescente saiu e não foi mais vista.

Restos de material de construção, similares ao chão do quarto que foram encontrados em uma área próxima da casa, levaram a polícia a fazer uma investigação no imóvel em que corpo de adolescente foi encontrado enterrado em Jacareí, SP — Foto: Divulgação/ Polícia Civil
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 Investigação

Durante as investigações, a polícia descartou as duas hipóteses de apuração: a de que ela poderia estar perdida em uma área de mata, já que participava de um grupo de escoteiros; e de que ela poderia ter se envolvido com algo ilícito e disso o sumiço.

Ao fazer buscas no bairro, a polícia encontrou partes de concreto e piso em um terreno baldio e ao entrarem na casa da vítima perceberam que eram similares. Após a descoberta, fizeram a busca e encontraram o corpo da jovem em um saco enterrado no quarto do irmão.

Pai confessou o crime

Após o encontro do cadáver, o pai de Geovana confessou o crime. Ele disse ter usado cocaína e durante uma discussão com a filha a estrangulou. Após o ato, enterrou a adolescente.

O homem foi preso em flagrante e o filho, onde o corpo estava enterrado também. A polícia pediu a prisão dele para investigar seu envolvimento.

O jovem de 20 anos alegou que chegou em casa no dia em que a família havia relatado o sumiço e o pai fazia uma obra em seu quarto. O homem teria alegado que seria preciso uma pilastra no cômodo e então o jovem saiu. Na volta, o local estava com o chão irregular, mas não suspeitou de crime.

O pai passou por audiência de custódia e sua prisão foi convertida em preventiva. A do irmão da vítima também foi mantida até ser relaxada.

Por g1