Moradores do Banhado, em São José dos Campos, protestam pela regularização do bairro

Avenida está parcialmente interditada (Maria Letícia Medeiros)

Moradores da comunidade Jardim Nova Esperança, conhecida como Banhado, na região central de São José dos Campos, realizaram um protesto nesta sexta-feira (29) pela regularização do bairro e reclamam de opressão policial que estaria ocorrendo no último mês. A ação refletiu no trânsito do centro, que ficou caótico até por volta de 18h30.

O grupo de pessoas bloqueou uma das faixas da Avenida Madre Teresa com faixas pedindo a regularização do bairro e pelo fim da opressão. De acordo com relatos dos moradores, desde o dia 7 de julho a Polícia Militar vem realizando operações no bairro. 

Entre as situações de opressão, moradores relatam que pessoas estão sendo revistadas sem motivo, além de serem abordadas com perguntas sobre onde vão e que horas voltam. Além disso, os policiais teriam fechado estabelecimentos comerciais do bairro.

“Nós não somos contra a presença da polícia do bairro, mas também queremos que outros serviços públicos também estejam presentes no bairro, por isso, pedimos a regularização”, afirma Renato Vieira, morador e um dos representantes da comunidade.

Às 17h, o trânsito no local estava pesado por conta das faixas interrompidas pelo protesto, causando, inclusive, atraso nas linhas de ônibus. A Secretaria de Mobilidade Urbana informou que todo o trânsito da região central, sentido avenida São José, foi desviado para rotas alternativas sentido avenida Sebastião Gualberto e Teotônio Vilela. Agentes da mobilidade continuaram orientando os motoristas até o fim da manifestação.

POLÍCIA.

Questionada, a Polícia Militar afirma que “a presença e atuação da Polícia Militar são pautadas pela doutrina de Polícia Comunitária, e Direitos Humanos e os ativos operacionais são distribuídos segundo os Planos de Policiamento Inteligente, observando sempre os diagnósticos situacionais”.

“Assim, com início em 7 de julho, a Polícia Militar realiza ação de presença naquela região e, nesse período não há nenhum registro de ocorrências de intimidações, tão pouco excesso de viaturas, pois contamos com uma Base Comunitária Móvel e uma equipe de motos no local”, continua a nota.

Por OVale