Entre Eleven e Lino, Câmara de São José dos Campos define novo presidente nessa quinta-feira

Eleição definirá o vereador que presidirá a Casa no biênio 2023/2024; os dois candidatos integram a base aliada ao governo Anderson

Plenário da Câmara de São José dos Campos (Flávio Pereira/CMSJC)

A Câmara de São José dos Campos deve definir nessa quinta-feira (4) quem irá presidir a Casa durante o biênio 2023/2024. A disputa deve ser entre os vereadores Roberto do Eleven (PSDB) e Lino Bispo (PL), ambos da base aliada ao governo Anderson Farias (PSD).

A eleição será realizada em uma sessão extraordinária, que terá início logo após o encerramento da sessão ordinária dessa quinta. Além do presidente, serão definidos o 1º vice-presidente, o 2º vice-presidente, o 1º secretário e o 2º secretário.

Até poucos dias atrás, a expectativa era de que houvesse apenas uma chapa, encabeçada por Eleven. No entanto, Lino passou a costurar uma candidatura que busca o apoio dos vereadores que não integram a base aliada ao governo — dos 21 parlamentares, 12 são governistas, incluindo Lino.

Vencerá a disputa aquele que obtiver a maioria dos votos — ou seja, quem alcançar 11 votos estará eleito. Segundo apuração da reportagem, Eleven é o favorito.

CANDIDATOS.

Ouvido pela reportagem na tarde dessa quarta-feira (3), Eleven afirmou que sequer sabia da candidatura de Lino, mas negou que seja favorito para a disputa. “Eleição é sempre eleição. Conversei com alguns colegas, tenho aprovação de alguns, amanhã [quinta-feira] que vamos saber. Eleição nunca está ganha”, disse.

“Decidi ser candidato pois estou no terceiro mandato, tenho conhecimento sobre a Câmara, sou administrador de empresa. Os colegas acham que tenho perfil”, explicou Eleven.

Lino, que está no quarto mandato, disse que, embora busque apoio da oposição, não propõe que a Câmara atue de forma contrária ao governo Anderson.”A minha proposta não é, de forma nenhuma, fazer oposição ao governo, pelo contrário. É a gente ajudar o governo, como um poder independente, mas um poder que tenha responsabilidade com a cidade. Com isso, a Câmara restitui uma credibilidade”, afirmou.

“Acho que o Legislativo precisa restituir a credibilidade. Que a sociedade saiba que a nossa Câmara discute os problemas e busca as melhores saídas, a solução para os problemas. A Câmara precisa ser essa caixa de ressonância”, completou Lino.

Por Julio Codazzi | OVale